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Engrenagem do velocímetro da Titan 150 quebrou: sintomas, original ou refeita

Publicado em 6 de novembro de 2026 · 905 palavras · 5 min de leitura

Na CG 150 Titan e Fan o velocímetro é movido por uma engrenagem de plástico no cubo da roda dianteira. Para esses modelos a peça original ou paralela existe; para CG 125 antigas e Biz, refazer é a saída.

O ponteiro do velocímetro caiu a zero, ou oscila, ou o odômetro parou de contar enquanto a moto anda normalmente. Na Honda CG 150 Titan (2004–2013), na CG 150 Fan e nas CG 125 e Biz do mesmo período, o velocímetro é mecânico: um cabo flexível leva a rotação da roda dianteira até o painel. Quem gira o cabo é uma engrenagem de plástico dentro da caixa do velocímetro, no cubo da roda. Ela desgasta, “espana” os dentes ou racha no cubo, e o ponteiro para. Este guia mostra como confirmar que é ela, quando comprar a original ou paralela e quando refazer a peça em nylon.

Sintomas e como confirmar

SintomaCausa provável
Ponteiro parado no zero, odômetro paradoengrenagem espanada ou cabo rompido
Ponteiro oscila e volta, marca abaixo do realdentes gastos patinando, ou cabo ressecado
Ruído de raspar na roda dianteiraengrenagem rachada girando fora de centro
Ponteiro funciona, odômetro nãoproblema no painel, não na engrenagem

O teste leva dois minutos: solte o cabo do velocímetro na caixa junto ao cubo (uma porca recartilhada ou um parafuso), erga a roda dianteira e gire-a com a mão. Se a ponta do cabo não gira, a engrenagem ou a caixa está com problema. Se gira, o defeito está no cabo ou no painel: solte a outra ponta no painel e gire a roda de novo; o cabo deve girar nas duas pontas.

Como a engrenagem trabalha

A caixa do velocímetro encaixa no cubo da roda por duas garras, que giram com a roda e movem uma coroa de plástico ou metal. Essa coroa engrena em um pinhão, a engrenagem em questão, que gira o cabo. É um conjunto de baixíssimo torque, mas que gira o tempo todo, sem lubrificação além da graxa de fábrica, exposto a água e lama. Com os anos a graxa seca, o plástico ressecado perde os dentes e o pinhão passa a patinar. Forçar o cabo ressecado, que trava e solta, acelera o desgaste.

Original ou paralela: quando comprar

Para a CG 150 Titan e Fan, modelos entre os mais vendidos do Brasil, a engrenagem do velocímetro existe como peça original Honda e como paralela, por R$ 25 a R$ 60, em qualquer loja de peças de moto. Em parte das lojas ela vem só dentro da caixa do velocímetro completa, ou junto com o cabo, por um valor maior; mesmo assim, se a sua moto é uma dessas, o primeiro passo é procurar a peça pronta e conferir o número de dentes. A engrenagem refeita custa mais do que a paralela, e não faz sentido pagar mais pelo que a loja tem na prateleira.

Quando refazer compensa

  • Modelo mais antigo: CG 125 Titan 2000–2004, Biz 100 e Biz 125 das primeiras séries. A peça saiu de linha e a paralela, quando aparece, é de outro número de dentes ou outro encaixe.
  • A peça só vem na caixa completa por um valor que não compensa, ou está em falta. Entenda o motivo em por que a peça só é vendida no conjunto.
  • A paralela já quebrou duas vezes: plástico ruim, cubo fino. A peça refeita em nylon tem o cubo reforçado.
  • Número de dentes diferente: quem trocou o aro ou o pneu e quer corrigir a leitura precisa de uma engrenagem que não existe no catálogo.

Reproduzimos a engrenagem a partir das suas fotos, com o mesmo número de dentes, o mesmo módulo e o encaixe do cabo, em nylon ou POM impresso, materiais que deslizam sem ressecar e aguentam água e lama. Páginas prontas: CG 150 Titan 2004–2008 e 2009–2013, CG 150 Fan, CG 125 Titan 2000–2004, CG 125 Fan, Biz 125 e CB 300R. A engrenagem refeita fica entre R$ 75 e R$ 250. Outras peças das Honda, como a presilha da tampa lateral da Titan, estão na página da marca Honda.

O que precisa ser medido

Uma engrenagem é definida por poucos números, e todos saem de uma foto bem feita. Retire a engrenagem da caixa do velocímetro (sai o eixo da roda, depois a caixa; a engrenagem está sob a tampa) e fotografe sobre a folha milimetrada: de frente, com os dentes nítidos; de lado, para a largura e o ângulo dos dentes, que nesse conjunto são helicoidais; e o encaixe do cabo em close. Conte os dentes, incluindo os quebrados pela marca que deixaram, e informe. Fotografe também a coroa com que ela engrena, dentro da caixa, com uma régua ao lado. O módulo calculamos pelo diâmetro e pelo número de dentes; os critérios estão em engrenagem de plástico quebrada: dá para imprimir em 3D? e no guia como medir uma peça com folha milimetrada.

Instalação e cuidados

A troca é a mesma da peça original: engrenagem nova no lugar, graxa de lítio nos dentes e no eixo, tampa da caixa fechada e caixa encaixada nas garras do cubo ao recolocar a roda. Verifique o cabo: se está ressecado ou com a ponta quadrada gasta, troque junto, por R$ 20 a R$ 40; ele é a causa mais comum de a engrenagem nova espanar de novo. A estimativa chega em 24 horas, você aprova o modelo com as cotas e a engrenagem fica pronta em 2 a 3 dias úteis, mais o prazo dos Correios (veja Curitiba e as demais cidades). Outra moto ou outro ano? Descreva a engrenagem.

Perguntas frequentes

Quanto custa a engrenagem do velocímetro refeita?

Entre R$ 75 e R$ 250 conforme o tamanho e o material. Para CG 150 Titan e Fan a original ou paralela costuma custar R$ 25 a R$ 60; se ela está à venda para a sua moto, compre a pronta.

A engrenagem impressa aguenta água e lama?

Sim. Nylon e POM impressos não absorvem água de forma que afete a peça em uso e deslizam com pouco atrito; recomendamos graxa de lítio na montagem, como na original.

Preciso saber o número de dentes?

Ajuda muito, mas não é obrigatório: contamos pela foto de frente sobre a folha milimetrada. Se faltam dentes, as marcas no cubo mostram onde eles estavam.

Posso trocar o número de dentes para corrigir o velocímetro?

Sim, dentro do que o diâmetro da caixa permite. Informe o aro e o pneu atuais e o erro de leitura medido por GPS; calculamos a relação e dizemos se há espaço para a mudança.

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